É fácil começar uma formação pela lista de ferramentas. Mas, numa empresa, a pergunta mais útil vem antes: em que tarefas é que a equipa precisa de ganhar capacidade? A resposta muda os exemplos, os exercícios e o que vale a pena praticar.
1. Escolher trabalho, não funcionalidades
Reúne duas ou três tarefas recorrentes: preparar um primeiro rascunho, organizar informação, comparar alternativas ou estruturar um plano. Escolhe uma delas para a sessão inicial. É mais fácil aprender quando todos reconhecem o processo e conseguem discutir o que seria uma boa entrega.
Se a equipa tem funções diferentes, não é necessário forçar o mesmo exercício para todos. O objetivo comum pode ser aprender a dar contexto, rever respostas e explicar decisões; cada área pratica com um exemplo próximo do seu trabalho.
2. Definir os limites antes do exercício
Decide que tipo de informação pode ser usado nas ferramentas escolhidas. Nos primeiros exercícios, usa exemplos públicos, fictícios ou preparados para formação. Identifica quem revê o resultado antes de ele ser partilhado ou usado numa decisão.
Estas regras devem ser claras para a equipa, mas suficientemente simples para orientar o trabalho. Uma regra que ninguém consegue aplicar não ajuda na prática.
3. Saber o que mudou
Antes da sessão, define um critério observável. Por exemplo: o rascunho responde ao pedido? A síntese preserva o que é essencial? A pessoa consegue identificar uma afirmação que precisa de verificação? A formação ganha sentido quando o resultado pode ser discutido e melhorado.
O primeiro encontro não precisa de transformar toda a empresa. Precisa de criar uma base partilhada: uma tarefa, limites de uso e uma forma de avaliar o que a IA produziu. A partir daí, é possível avançar para casos mais exigentes.
