Quando uma equipa quer experimentar IA, surgem muitas possibilidades ao mesmo tempo. Em vez de tentar mudar um processo inteiro, escolhe uma tarefa concreta e repetida. Um primeiro teste deve permitir observar o trabalho, corrigir o resultado e decidir se vale a pena continuar.
O que procurar no primeiro caso
- Frequência: a tarefa acontece vezes suficientes para a equipa reconhecer o problema e voltar a testar.
- Material adequado: existem exemplos públicos, fictícios ou autorizados para usar na ferramenta escolhida.
- Revisão possível: uma pessoa da equipa consegue confirmar o conteúdo, corrigir erros e assumir a decisão final.
- Resultado visível: há uma entrega simples para comparar, como um esquema, uma síntese ou um primeiro rascunho.
Se a tarefa envolve informação sensível ou uma decisão difícil de rever, não é um bom ponto de partida para um exercício rápido. Escolhe um exemplo mais controlado.
Faz um teste com princípio e fim
Escreve um pedido que inclua objetivo, destinatário, contexto e formato esperado. Dá à ferramenta material adequado. Depois pede a duas pessoas para rever o resultado: o que está certo, o que falta e o que não pode ser usado sem confirmação?
Um exemplo possível é transformar notas fictícias de uma reunião num plano de ações. Compara o plano gerado com as notas: há ações inventadas? Faltam responsáveis ou prazos? A equipa consegue melhorar o pedido e obter uma segunda versão mais útil?
Decide o passo seguinte
Regista o que correu bem, onde foi preciso corrigir e quanto trabalho de revisão ficou por fazer. Se o teste ajudou, repete com outro exemplo da mesma tarefa. Se não ajudou, ajusta o caso de uso antes de escolher uma ferramenta diferente.
O objetivo do primeiro teste não é provar que a IA serve para tudo. É descobrir, com a equipa, onde ela ajuda de forma controlada e onde ainda é preciso trabalhar de outra maneira.
